Neste artigo
Introdução:O Que É FIFO Estoque e Qual É Seu Significado?Como Funciona o Método FIFO na Prática?Quais São as Principais Vantagens do FIFO no Controle de Estoque?Como Aplicar o FIFO no Estoque de uma Oficina ou Loja de Autopeças?Exemplo Prático: Como Organizar Diferentes Produtos Utilizando FIFOQual É a Diferença Entre FIFO, LIFO e FEFO?Quais São os Erros Mais Comuns ao Utilizar o FIFO?Como um Sistema de Gestão Pode Ajudar a Organizar o Estoque?Quando Vale a Pena Utilizar o Método FIFO?Sua Oficina Pode Ser Mais Organizada: Confira Outros Conteúdos PráticosIntrodução:
Manter produtos organizados no estoque não significa apenas separar mercadorias em prateleiras. Em oficinas mecânicas, autocenters e lojas de autopeças, é comum receber novas remessas enquanto ainda existem unidades de compras anteriores. Sem um critério de retirada, os itens mais antigos podem ficar esquecidos, aumentando o risco de deterioração, obsolescência e perdas. O FIFO estoque é um método de organização que estabelece uma regra simples: os primeiros produtos que entram devem ser os primeiros a sair, desde que estejam em condições adequadas de uso. Essa prática ajuda a organizar a movimentação das mercadorias e a manter maior controle sobre os lotes armazenados. Neste artigo, você entenderá como o método funciona, suas vantagens, as diferenças em relação a outras técnicas e como aplicá-lo na rotina do seu negócio.

O Que É FIFO Estoque e Qual É Seu Significado?
O FIFO estoque é um método utilizado para organizar a saída de mercadorias conforme a ordem em que foram recebidas. Sua principal regra é priorizar os produtos mais antigos antes de utilizar ou vender os itens que chegaram recentemente.
A sigla FIFO vem da expressão inglesa First In, First Out, que significa "primeiro que entra, primeiro que sai".
Na prática, imagine uma loja de autopeças que recebeu uma remessa de filtros de óleo no início do mês. Alguns dias depois, o fornecedor entrega novas unidades do mesmo modelo.
Em vez de começar a vender os filtros recém-chegados, a empresa utiliza primeiro aqueles que já estavam armazenados, desde que estejam em boas condições.
Essa organização evita que as mercadorias mais antigas permaneçam esquecidas enquanto os novos produtos são movimentados.
FIFO e PEPS são a mesma coisa?
Sim. FIFO e PEPS representam o mesmo princípio de movimentação de mercadorias.
A diferença está apenas no idioma:
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FIFO: First In, First Out.
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PEPS: Primeiro que Entra, Primeiro que Sai.
Ambos estabelecem que os produtos recebidos primeiro devem ter prioridade na saída.
No Brasil, a expressão PEPS também aparece em materiais de administração e contabilidade relacionados à avaliação de estoques.
Entretanto, existe uma diferença importante: a movimentação física das mercadorias e o método utilizado para calcular o valor contábil do estoque são processos relacionados, mas não necessariamente idênticos.
Uma empresa pode organizar fisicamente suas peças pelo FIFO e utilizar um critério contábil permitido para calcular seus custos.
Como Funciona o Método FIFO na Prática?
O funcionamento do FIFO depende de três informações principais: quando o produto entrou, qual lote está armazenado e qual unidade deve ser retirada primeiro.
Esse método cria uma sequência organizada para movimentar as mercadorias, evitando que a escolha dos produtos dependa apenas da posição na prateleira.
Como acontece a entrada e a saída dos produtos?
O processo começa no recebimento das compras.
Quando uma mercadoria chega, a empresa confere sua quantidade, identifica o produto, registra a data de entrada e determina seu local de armazenamento.
Na saída, o responsável consulta quais unidades do mesmo item foram recebidas primeiro e prioriza sua utilização.
Por exemplo, se uma loja recebe dois lotes de pastilhas de freio em semanas diferentes, as unidades do primeiro lote devem ser separadas antes das mais recentes, desde que sejam da mesma referência e estejam adequadas para uso.
Para que isso funcione, é importante manter os lotes identificados e registrar corretamente cada movimentação.
Exemplo de FIFO em uma oficina mecânica
Imagine que uma oficina trabalha com determinado modelo de filtro de óleo e realiza as seguintes compras:
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Primeira compra: 15 filtros recebidos no dia 5.
-
Segunda compra: 20 filtros recebidos no dia 12.
-
Quantidade total disponível: 35 filtros.
No dia 15, a oficina precisa utilizar 10 filtros em diferentes serviços.
Seguindo o FIFO, o responsável retira essas 10 unidades da primeira compra.
Após a movimentação, o estoque terá:
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5 filtros restantes do primeiro lote.
-
20 filtros disponíveis do segundo lote.
-
25 unidades no total.
Na próxima utilização, os cinco filtros da remessa inicial continuarão tendo prioridade.
Assim, a empresa mantém uma sequência organizada e consegue acompanhar melhor os produtos armazenados.
Quais São as Principais Vantagens do FIFO no Controle de Estoque?
A aplicação desse método oferece benefícios principalmente para empresas que recebem mercadorias em diferentes períodos e precisam acompanhar sua movimentação.
Embora os resultados dependam da organização e da qualidade dos registros, a adoção de critérios claros pode reduzir problemas comuns no armazenamento de peças automotivas.
Menos mercadorias antigas esquecidas
Quando novas compras são colocadas diretamente à frente das mercadorias antigas, os produtos que estavam armazenados acabam ficando para trás.
Com o passar do tempo, isso pode resultar em componentes com embalagens deterioradas, materiais obsoletos ou peças que deixam de atender à procura dos clientes.
O FIFO ajuda a evitar esse cenário porque estabelece uma prioridade de saída.
Entretanto, é importante entender que essa prática não impede, sozinha, a obsolescência de produtos com baixa procura. O acompanhamento das vendas e o planejamento das compras continuam sendo necessários.
Melhor organização das prateleiras
Outro benefício está na disposição física das mercadorias.
Em vez de misturar diferentes remessas, a empresa pode separar os produtos por identificação, categoria e data de recebimento.
Imagine uma prateleira com três caixas do mesmo filtro automotivo, recebidas em meses diferentes.
Com a organização adequada, as unidades antigas ficam mais acessíveis, enquanto as novas são posicionadas em locais que não dificultem sua retirada posterior.
Isso facilita o trabalho de quem realiza a separação das peças e diminui a possibilidade de confusão.
Maior controle sobre a movimentação das peças
Ao acompanhar os lotes recebidos e utilizados, a empresa consegue identificar quais mercadorias ainda permanecem armazenadas.
Essas informações são importantes para conferir quantidades, localizar produtos e investigar diferenças entre o estoque físico e os registros.
Em uma oficina, por exemplo, uma peça retirada para uma ordem de serviço precisa ter sua movimentação registrada.
Se essa saída não for informada, o controle poderá indicar uma quantidade maior do que a realmente disponível, mesmo que a organização física esteja correta.
Mais informações para planejar as compras
A movimentação organizada também contribui para identificar produtos que permanecem muito tempo no estoque.
Ao observar quais peças são utilizadas frequentemente e quais apresentam baixa saída, o gestor consegue avaliar melhor suas próximas compras.
Se determinado modelo de correia permanece armazenado por vários meses, enquanto outros precisam de reposição constante, essa diferença merece atenção.
O FIFO não determina automaticamente quanto comprar, mas ajuda a manter informações mais confiáveis para o planejamento.

Como Aplicar o FIFO no Estoque de uma Oficina ou Loja de Autopeças?
A implementação não exige necessariamente uma grande estrutura. Pequenas oficinas podem começar estabelecendo regras de recebimento, identificação e retirada de produtos.
O mais importante é criar um processo que possa ser seguido diariamente, mesmo quando o movimento de vendas e serviços estiver elevado.
Etapa 1: Faça um levantamento dos produtos armazenados
O primeiro passo é conhecer as mercadorias disponíveis.
Verifique filtros, lubrificantes, correias, componentes de suspensão, pastilhas de freio e outros produtos utilizados pela empresa.
Durante a conferência, observe:
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Código e descrição da peça.
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Marca e modelo.
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Quantidade disponível.
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Local de armazenamento.
-
Data de entrada, quando conhecida.
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Lote e validade, quando aplicáveis.
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Condições de conservação.
Esse levantamento ajuda a identificar mercadorias misturadas, produtos antigos e possíveis diferenças nos registros.
Quando a data original de entrada não estiver disponível, evite inventá-la. O ideal é identificar a ausência dessa informação e estabelecer um procedimento confiável para as próximas compras.
Etapa 2: Registre as datas de entrada das mercadorias
Depois de conhecer o estoque, é necessário padronizar o recebimento.
Toda nova remessa deve ser conferida antes de ser armazenada.
Registre a data, o fornecedor, a quantidade recebida e a identificação dos produtos.
Se houver informações sobre lote e validade, elas também devem ser consideradas.
Imagine que uma oficina receba 12 unidades de determinado aditivo automotivo e, na semana seguinte, compre mais oito.
Sem registrar as entradas, pode ser difícil identificar quais embalagens chegaram primeiro, principalmente se todas forem visualmente semelhantes.
Etapa 3: Organize as peças por ordem de recebimento
Após o registro, organize fisicamente as mercadorias para facilitar sua retirada.
Uma alternativa é utilizar prateleiras identificadas, separando produtos de acordo com a categoria, o código e a data de entrada.
Os itens mais antigos podem ficar na parte frontal, enquanto as remessas mais recentes são armazenadas atrás.
Essa disposição deve respeitar o peso, a fragilidade e as recomendações de armazenamento dos fabricantes.
Peças pesadas, por exemplo, não devem ser colocadas em posições inseguras apenas para seguir a sequência de entrada.
Para aprofundar essa etapa, confira também as orientações sobre estoque de auto peças: como organizar, controlar e evitar perdas na sua loja, considerando a identificação dos produtos, o armazenamento e a conferência das movimentações.
Etapa 4: Priorize os itens antigos nas vendas e ordens de serviço
Com as mercadorias organizadas, a empresa precisa estabelecer uma regra de separação.
Antes de retirar uma peça, o responsável deve verificar qual lote possui a data de entrada mais antiga.
Em uma oficina mecânica, essa conferência pode ocorrer quando o profissional separa os materiais necessários para executar um serviço.
Entretanto, a prioridade de saída nunca deve substituir a verificação da aplicação correta da peça.
Se existem filtros visualmente parecidos, mas destinados a veículos diferentes, não basta escolher o mais antigo. É necessário confirmar o código, as especificações e a compatibilidade com o veículo atendido.
Etapa 5: Registre as saídas e confira os saldos
Cada retirada precisa ser registrada para manter o controle atualizado.
Isso inclui mercadorias vendidas no balcão, utilizadas em serviços, devolvidas ou movimentadas entre locais de armazenamento.
Considere uma oficina que possui 18 unidades de determinado filtro.
Durante o dia, cinco são utilizadas em manutenções e três são vendidas diretamente aos clientes.
O saldo esperado será de 10 unidades, desde que não existam outras movimentações.
Se apenas as vendas forem registradas, o sistema poderá indicar uma quantidade incorreta.
Por isso, a organização física e o controle das saídas devem funcionar em conjunto.
Etapa 6: Acompanhe a movimentação e faça ajustes
A última etapa consiste em conferir regularmente se os registros correspondem à realidade.
Realize inventários, analise produtos sem movimentação e verifique se os lotes estão sendo retirados na sequência estabelecida.
Também é importante observar peças danificadas, itens com validade próxima e mercadorias que já não possuem a mesma procura.
Quando surgirem divergências, investigue suas causas antes de realizar ajustes.
Esse acompanhamento permite identificar falhas no processo e melhorar a organização ao longo do tempo.

Exemplo Prático: Como Organizar Diferentes Produtos Utilizando FIFO
A aplicação do método pode variar conforme as características das mercadorias.
Em oficinas e lojas de autopeças, diferentes produtos exigem cuidados específicos de conservação, identificação e armazenamento.
A tabela abaixo apresenta situações comuns e como organizar a movimentação de cada item.
Tabela: Exemplos de Aplicação do FIFO no Estoque Automotivo
| Produto | Situação no estoque | Como aplicar o método |
|---|---|---|
| Filtros de óleo | Duas remessas recebidas em datas diferentes | Priorizar os filtros mais antigos da mesma referência. |
| Filtros de ar | Caixas novas posicionadas à frente das antigas | Reorganizar as caixas para facilitar a retirada das unidades anteriores. |
| Pastilhas de freio | Mesmo modelo comprado em períodos diferentes | Identificar cada remessa e retirar primeiro as unidades mais antigas. |
| Correias automotivas | Produtos armazenados por períodos distintos | Conferir as condições de conservação antes de utilizar os lotes antigos. |
| Lubrificantes | Embalagens com datas de validade diferentes | Priorizar o vencimento mais próximo quando a validade exigir esse cuidado. |
| Aditivos automotivos | Embalagens antigas misturadas às recentes | Separar os lotes e conferir a validade antes da retirada. |
| Palhetas de limpador | Várias unidades do mesmo modelo | Organizar conforme a data de recebimento e priorizar as mais antigas. |
A tabela mostra que o FIFO é especialmente útil quando existem diferentes remessas de um mesmo produto.
Porém, a data de entrada não deve ser o único critério de escolha.
Uma peça com embalagem danificada, sinais de deterioração ou prazo de validade vencido não deve ser utilizada apenas porque chegou primeiro.
O responsável precisa conferir as condições do material e respeitar as orientações do fabricante.
Qual É a Diferença Entre FIFO, LIFO e FEFO?
Existem diferentes métodos para organizar a movimentação das mercadorias, e cada um considera uma regra de prioridade.
Entender essas diferenças ajuda o gestor a escolher um processo adequado às características dos produtos armazenados.
FIFO: primeiro que entra, primeiro que sai
Nesse modelo, as primeiras mercadorias recebidas têm prioridade de saída.
É uma prática útil para oficinas e lojas de autopeças que trabalham com diferentes remessas do mesmo produto.
Seu objetivo é manter uma sequência de movimentação e evitar que os itens mais antigos sejam deixados para trás.
LIFO: último que entra, primeiro que sai
O LIFO utiliza a lógica contrária.
A sigla significa Last In, First Out, ou seja, o último produto que entra é o primeiro a sair.
Imagine uma pilha de materiais em que as novas unidades são sempre colocadas na parte superior e retiradas antes das antigas.
Esse comportamento pode ocorrer em determinados processos de armazenamento, mas não costuma ser interessante para produtos sujeitos a deterioração, validade ou obsolescência.
É importante destacar que a utilização física de uma sequência de retirada não significa que ela seja permitida como critério de avaliação contábil dos estoques. No Brasil, o UEPS/LIFO não é admitido como método de avaliação pelo CPC 16.
FEFO: primeiro que vence, primeiro que sai
O FEFO significa First Expired, First Out, traduzido como "primeiro que vence, primeiro que sai".
Diferentemente do FIFO, sua prioridade não é a data de entrada, mas a data de validade.
Imagine que uma oficina possua dois lotes de aditivos automotivos:
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Lote A: recebido em janeiro, com validade em dezembro.
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Lote B: recebido em fevereiro, com validade em setembro.
Se a empresa seguir apenas a ordem de entrada, utilizará primeiro o lote A.
Entretanto, considerando a validade, o lote B deve receber prioridade por vencer antes.
Essa diferença mostra por que produtos com prazo de utilização precisam de atenção especial.
Em determinadas situações, utilizar o FEFO é mais adequado do que seguir exclusivamente a ordem de recebimento.
Quais São os Erros Mais Comuns ao Utilizar o FIFO?
Mesmo sendo um método simples, sua aplicação pode apresentar falhas quando não existem procedimentos claros.
Conhecer os problemas mais frequentes ajuda a evitar movimentações incorretas e registros inconsistentes.
Colocar mercadorias novas na frente das antigas
Esse erro acontece principalmente durante períodos de maior movimento.
Ao receber uma entrega, o responsável guarda rapidamente os produtos nos espaços disponíveis, sem verificar as remessas anteriores.
Como consequência, as mercadorias antigas ficam menos acessíveis.
Para evitar isso, estabeleça um local adequado para cada produto e organize as novas unidades respeitando a sequência de retirada.
Não registrar as datas de recebimento
Sem informações sobre as entradas, a equipe pode ter dificuldade para diferenciar lotes semelhantes.
O problema se torna ainda maior quando existem várias compras do mesmo item.
A solução é padronizar o recebimento e manter as informações disponíveis para consulta.
Misturar produtos sem identificação
Caixas abertas, embalagens semelhantes e peças de diferentes referências podem causar confusão.
Isso é especialmente importante no segmento automotivo, pois componentes parecidos nem sempre possuem a mesma aplicação.
Identifique os produtos corretamente e evite misturar códigos ou modelos diferentes no mesmo espaço sem separação adequada.
Retirar peças sem atualizar o controle
Uma peça pode estar fisicamente organizada e, ainda assim, apresentar informações incorretas no sistema.
Isso acontece quando mercadorias são utilizadas em serviços ou retiradas do depósito sem registro.
Para reduzir esse problema, toda movimentação deve ser informada assim que ocorrer.
Ignorar as condições de conservação
A prioridade de saída não deve ser aplicada automaticamente a produtos danificados ou inadequados.
Antes da utilização, verifique a embalagem, a integridade da peça e as orientações do fabricante.
Materiais com suspeita de deterioração precisam ser separados para avaliação, evitando que sejam disponibilizados indevidamente.
Deixar de realizar inventários
Mesmo com procedimentos organizados, podem ocorrer divergências entre a quantidade física e os registros.
Por isso, a contagem periódica continua sendo importante.
A frequência pode variar conforme o volume de mercadorias, a movimentação e as necessidades da empresa.

Como um Sistema de Gestão Pode Ajudar a Organizar o Estoque?
A organização física é essencial, mas o acompanhamento das informações também faz diferença na rotina de oficinas e autocenters.
Quando existem muitos produtos, diferentes referências e movimentações frequentes, depender apenas de anotações manuais pode dificultar as conferências.
Um sistema de gestão pode auxiliar no registro das operações e na consulta às informações do estoque.
Registro de entradas, saídas e lotes
Com um controle digital, a empresa pode manter o histórico das compras, quantidades recebidas e movimentações realizadas.
Quando a ferramenta oferece identificação por lotes, também é possível acompanhar informações relacionadas às diferentes remessas.
Esses registros ajudam o responsável a verificar quais produtos estão armazenados e quando foram recebidos.
Entretanto, é importante diferenciar o acompanhamento das informações da aplicação automática do FIFO.
A retirada conforme a data de entrada depende das funcionalidades disponíveis e dos procedimentos adotados pela empresa.
Integração do estoque com vendas e ordens de serviço
Em oficinas mecânicas, as peças podem sair do estoque por diferentes motivos.
Algumas são vendidas diretamente no balcão, enquanto outras são utilizadas em manutenções e reparos.
Quando o controle das movimentações está relacionado às vendas e às ordens de serviço, fica mais fácil acompanhar o consumo dos materiais.
Por exemplo, ao registrar a utilização de um filtro em determinada manutenção, a empresa consegue relacionar aquela movimentação ao atendimento realizado.
Isso contribui para manter informações mais consistentes e facilita futuras conferências.
Acompanhamento de produtos parados e necessidade de reposição
Além das entradas e saídas, é importante analisar o comportamento das mercadorias.
Um bom acompanhamento permite identificar quais produtos possuem maior movimentação e quais permanecem armazenados por longos períodos.
Essas informações ajudam a avaliar possíveis excessos, necessidades de reposição e ajustes no planejamento das compras.
O AutocenterPro é uma solução de gestão voltada ao segmento automotivo que reúne recursos relacionados ao controle de estoque, movimentações de produtos e ordens de serviço.
Essas funcionalidades podem apoiar a organização das peças e o acompanhamento da operação, enquanto a aplicação da sequência FIFO deve ser verificada conforme os recursos e procedimentos utilizados.
Quando Vale a Pena Utilizar o Método FIFO?
O método pode ser interessante para empresas de diferentes tamanhos, especialmente quando existe movimentação frequente de produtos recebidos em períodos distintos.
Sua aplicação costuma fazer mais sentido em situações nas quais a ordem de armazenamento influencia o tempo de permanência das mercadorias.
Quando existem diferentes remessas do mesmo produto
Uma loja que recebe frequentemente filtros, pastilhas e outros componentes pode utilizar a ordem de entrada para organizar as retiradas.
Isso evita que novas compras sejam movimentadas enquanto as anteriores permanecem esquecidas.
Quando há peças armazenadas por longos períodos
Produtos com baixa rotatividade precisam de acompanhamento para evitar acúmulos desnecessários.
O FIFO contribui para organizar a saída quando existe procura, mas não substitui a análise de demanda.
Se determinada peça não possui vendas, mudar sua posição na prateleira não resolverá o problema. Será necessário avaliar os motivos da baixa movimentação e as próximas compras.
Quando o volume de mercadorias aumenta
Quanto maior a variedade de produtos, mais importante se torna estabelecer procedimentos claros.
Uma oficina pequena pode começar identificando as datas de recebimento e organizando fisicamente suas peças.
Já um autocenter com grande quantidade de referências pode precisar de controles mais detalhados, identificação de locais e acompanhamento sistemático das movimentações.
Quando a empresa precisa padronizar as retiradas
A organização do estoque não deve depender exclusivamente da experiência de uma pessoa.
Quando existem regras claras de recebimento, armazenamento e separação, diferentes responsáveis conseguem seguir o mesmo processo.
Isso facilita a continuidade das atividades e reduz dúvidas durante as operações.
Quando existem produtos com cuidados específicos
Algumas mercadorias exigem condições especiais de armazenamento, inspeção ou controle de validade.
Nesses casos, a data de entrada deve ser analisada em conjunto com as características do produto.
Lubrificantes, aditivos, componentes sensíveis e materiais sujeitos à deterioração precisam seguir as recomendações dos fabricantes.
Assim, a empresa consegue adotar uma movimentação organizada sem comprometer a qualidade e a segurança das peças utilizadas ou comercializadas.
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